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Voto de brasileiros no exterior cresce e ultrapassa três estados do país

Mais de 918 mil brasileiros estão aptos a votar fora do país nas Eleições 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Esse contingente representa 0,5% do eleitorado nacional e participa exclusivamente da disputa para presidente e vice-presidente. Até o momento, mais de 175 mil desses eleitores já apresentaram justificativa de ausência às urnas.

O volume de votantes no exterior já é maior do que o eleitorado de estados como Roraima, Amapá e Acre, um dado que ilustra o peso crescente da diáspora brasileira no processo eleitoral. Na comparação com 2022, quando pouco mais de 697 mil pessoas estavam aptas a votar fora do Brasil, o aumento foi de cerca de 221 mil eleitores - alta de 31,82%. As urnas eletrônicas estão espalhadas por seções em 186 cidades de 134 países, reflexo da dispersão geográfica de comunidades brasileiras que mantêm vínculo ativo com a vida política do país, à semelhança do que ocorre em plataformas digitais de entretenimento como o caça-níquel western, populares entre brasileiros radicados no exterior em seus momentos de lazer. caça-níquel western

Estados Unidos, Portugal e Japão concentram maioria dos votantes

Os Estados Unidos lideram o número de eleitores brasileiros fora do país, com aproximadamente 265 mil. Portugal aparece em segundo lugar, com pouco mais de 134 mil, seguido pelo Japão, que reúne cerca de 88 mil votantes. Esses três países concentram a maior parte do contingente total e refletem padrões históricos de emigração brasileira, ligados tanto a oportunidades de trabalho quanto a laços familiares e culturais.

Em Lisboa, a brasileira Azarela Fagundes, que vive há 19 anos na capital portuguesa, descreveu o processo de votação como organizado, apesar do movimento inicial. "Chegamos por volta das 8h10. Iniciou às 8h, mas já tinha filas. Só que tinha muitas pessoas trabalhando com QR Codes, informando onde era a seção de cada pessoa. Foi dividido em três prédios: na Cidade Universitária, foi na reitoria, Faculdade de Direito e Faculdade de Letras. Então, foi muito tranquilo e muito rápido", relatou. Para ela, votar à distância é uma forma de manter vínculo com os rumos do Brasil. "Evidentemente que acho superimportante, apesar de estar longe e há muitos anos fora do Brasil. A minha preocupação é com um país melhor, e essa desigualdade toda é um motivo. Cada voto importa, e é isso: fazer minha parte."

Fusos horários alongam o calendário eleitoral no exterior

Enquanto no Brasil a votação segue um único horário nacional, no exterior o funcionamento das seções respeita o horário local, das 8h às 17h. Essa variação faz com que o período total de votação ultrapasse 29 horas, considerando a abertura e o encerramento nos pontos mais distantes do planeta. A primeira cidade a abrir as urnas para as Eleições 2026 foi Wellington, na Nova Zelândia, com início às 16h de sábado no horário de Brasília. Já o encerramento mais tardio ocorre em quatro cidades canadenses, às 21h de domingo, também no horário de Brasília - local onde cerca de 46 mil brasileiros estão habilitados a votar.

Resultados parciais existem, mas divulgação oficial aguarda o Brasil

Diversos países da Europa, Ásia e Oceania já encerraram suas votações e têm os votos contabilizados localmente. Ainda assim, o TSE mantém a praxe de só divulgar oficialmente os resultados após o fechamento das urnas em todo o território brasileiro, para preservar a integridade do processo e evitar qualquer influência sobre eleitores que ainda não votaram. Mesmo assim, já é tecnicamente possível apurar, cidade a cidade, quantos votos cada chapa presidencial recebeu no exterior, além do total de votos nulos e brancos registrados nessas seções - números que, somados ao desempenho dentro do Brasil, vão compor o quadro final da eleição.