George Russell teve um sábado de contrastes no circuito de Marina Bay. Depois de liderar o treino livre e largar em segundo na corrida sprint, o britânico viu o carro mudar de comportamento na classificação para o GP de Singapura e terminou o dia insatisfeito com a performance da Mercedes. Para completar o quadro, ele ainda terá de encarar a corrida de domingo partindo do fundo do grid, penalizado pela troca de unidade de potência.
Da liderança à frustração em poucas horas
A sexta-feira havia sido de otimismo para Russell, que mostrou ritmo forte desde o primeiro treino livre e confirmou a boa fase ao cravar o segundo lugar no grid da sprint. Neste sábado, porém, o cenário mudou rapidamente. Após um toque logo na primeira volta da prova curta, o piloto notou que o carro não respondia da mesma forma na classificação, mesmo com a equipe adotando uma gestão cuidadosa dos pneus. Enquanto isso, seu companheiro Andrea Kimi Antonelli manteve o nível de desempenho da véspera e, segundo o próprio relato do time, chegou a evoluir ainda mais.
Mercedes promete investigar antes da corrida
Russell foi direto ao apontar que algo não estava normal com seu carro. "Estávamos poupando pneus, mas também tivemos de garantir que o carro tivesse sido remontado corretamente. Algo estava um pouco estranho, porque tivemos um ritmo muito bom ontem e Kimi está em uma situação parecida com a de ontem, mas eu dei um passo para trás e o carro não parecia exatamente o mesmo", explicou o britânico. A equipe agora tem a noite de sábado para tentar diagnosticar o problema, ainda que o próprio piloto reconheça os limites do que pode ser feito a essa altura. "Vamos analisar tudo isso hoje à noite e, de qualquer forma, não há muito mais que possamos fazer", completou.
Punição no grid torna domingo ainda mais desafiador
Além da perda de performance, Russell carrega outro obstáculo para a corrida principal: a troca de unidade de potência, que resultou em punição e o jogará para o fundo do pelotão na largada. Isso transforma a prova de domingo em um exercício de recuperação, com ultrapassagens e gestão de corrida como fatores decisivos. Questionado sobre as expectativas, o piloto foi realista ao definir o que seria um resultado positivo. "Fazer uma boa corrida, tentar avançar e realizar boas ultrapassagens. A meta é pontuar, com certeza. Mas vai ser uma corrida difícil amanhã", resumiu Russell, ciente de que o caminho até a zona de pontos em Marina Bay - pista historicamente complicada para ultrapassagens - não será simples.