A McLaren confirmou que Leonardo Fornaroli seguirá como piloto reserva e terceiro piloto da equipe na Fórmula 1 durante a temporada de 2027. A novidade, porém, vai além do papel que o italiano já ocupa no paddock: ele também fará parte do elenco de pilotos da estreia da equipe britânica na classe de hipercarros do Campeonato Mundial de Endurance, o WEC. É um movimento que une dois mundos distintos do automobilismo sob o mesmo guarda-chuva papaia.
Continuidade na F1 como base do projeto
Ao longo de 2026, Fornaroli consolidou sua ligação com a McLaren por meio de um programa consistente: sessões de Testes com Carros Anteriores (TPC), duas participações em treinos livres de Fórmula 1 e um volume expressivo de trabalho no simulador da equipe. Esse formato de desenvolvimento não será interrompido - pelo contrário, continuará em paralelo aos novos compromissos do piloto no endurance. "O programa que a McLaren me ofereceu este ano tem sido incrível", disse Fornaroli ao Motorsport.com. "Os dias de TPC que realizei com a equipe, as duas sessões de TL1 e todo o trabalho que fiz no simulador têm sido experiências extremamente valiosas. Sempre que trabalho com a equipe, aprendo algo novo."
Primeiro contato com o hipercarro e expectativa para o WEC
O italiano já teve uma primeira experiência, ainda que breve, ao volante do hipercarro da McLaren. No domingo (18), completou uma única volta, suficiente para sentir diferenças marcantes em relação a tudo que já havia pilotado. Um teste mais longo estava programado para a segunda-feira (19), etapa importante para ganhar quilometragem antes da estreia oficial da equipe na categoria. "Entrar em um cockpit fechado pela primeira vez, fechar a porta e partir inicialmente com tração elétrica antes que o motor a combustão entrasse em ação foi algo completamente novo para mim, mas muito, muito legal", relatou.
Fornaroli reconhece que a adaptação ao WEC não será imediata. A categoria exige leitura de tráfego misto, gestão de estratégia em provas de longa duração e domínio de um carro com características muito diferentes das de um monoposto de F1. Ainda assim, ele acredita que a bagagem acumulada no programa da McLaren na Fórmula 1 será um diferencial. "Tudo isso também será muito importante para o WEC, porque é um campeonato extremamente competitivo e haverá muito o que aprender, desde ultrapassagens até estratégias, além, é claro, de conhecer um carro completamente novo", afirmou.
Volta às pistas e o sonho de Le Mans
Depois de uma temporada inteira observando as corridas de fora, como reserva, Fornaroli não escondeu o quanto sentiu falta da competição direta. "Todo fim de semana em que estou na pista como piloto reserva, fico com muita inveja quando vejo Lando e Oscar correndo. Então, voltar a correr vai ser uma sensação incrível", admitiu. O calendário de 2027 do WEC deve incluir as 24 Horas de Le Mans, prova que o piloto acompanha anualmente e que representa, segundo ele, a realização de um sonho antecipado. "Le Mans sempre foi um sonho meu. Nunca imaginei que tivesse a oportunidade de correr lá já no ano que vem", disse.
Um projeto de dois frentes para a McLaren
A aposta da McLaren em Fornaroli reflete uma estratégia de desenvolvimento mais ampla, que combina formação de pilotos jovens com a entrada da marca na elite do endurance mundial. Para a equipe, trata-se do primeiro ano na classe hipercarro do WEC, um projeto ambicioso que reúne pilotos experientes e talentos emergentes. "O elenco de pilotos é extremamente competitivo, com alguns pilotos muito experientes e outros jovens muito talentosos. Os engenheiros são altamente qualificados, assim como os mecânicos", avaliou o italiano. Para Fornaroli, 2027 reúne continuidade na Fórmula 1 e retorno à competição de alto nível - duas frentes complementares em um momento decisivo de sua carreira.